O auto-perdão.
Já ouviu aquela frase: Nasce uma mãe, nasce uma culpa?
Ou quantas vezes se pegou remoendo e sofrendo por algo que fez e se arrependeu?
Ou o quanto você se condena e se tortura quando falha com alguém?
Mas existe um sentimento velado, muito mais sutil e que muitas vezes não nos damos conta. Sentimento esse que nos destrói por dentro, que nos faz sermos muito duros com nós mesmos e nos distancia cada vez mais de nossa essência; que é a raiva que sentimos por não conseguirmos ser verdadeiros com nós mesmos, nas situações e relações.
Muitas vezes nos sentimos injustiçados, prejudicados em relação a alguém. Mas o que mais dói no peito é não ter tido coragem de se posicionar, de dar sua opinião ou não aceitar tal situação.
Somos nós quem no fundo sabemos o que queremos e o que nos faz bem. E somos nós quem precisamos conseguir nos posicionar para depois não ficar se desgastando e sofrendo tanto, tendo a necessidade de ficar falando sobre aquele assunto com alguém ou repassando a história em nossa cabeça diversas vidas. Remoendo e remoendo aquele ocorrido.
Já parou para pensar o quanto isso é maléfico?
No fundo, ainda responsabilizamos o outro pelo que fez, sentimos raiva por ele, mas acreditem, a raiva maior vem por nós mesmos. Um sentimento discreto de remorso por não ter dito algo ou feito alguma coisa naquele momento. Raiva por mais uma vez passar por cima de nossos sentimentos. Por mais uma vez passar por algo que te incomoda tanto.
Nos culpamos. Nos punimos. Nos negamos e acabamos por nos distanciar de nos mesmos.
Sentimos negação e raiva de nós mesmos. Isso deixa nossa autoestima muito baixa. Nos faz nos punir e sofrer por ficar remoendo esse sentimento dentro de nós.
Existem inúmeras maneiras pacíficas de resolver essas situações, mas aconselho que comece por se auto-perdoar. Sair da dor. Não se vitimar e se acolher.
Respeitar seu sentimento e acima de tudo entender o que foi que te fez tão mal. Ter clareza do que não gosta e de como gostaria de ser tratado, por exemplo. E na próxima vez que se vir na mesma situação, respirar fundo e conseguir dizer para o outro ou se portar diferente. Aprender a resolver a questão. Mesmo que leve tempo para conseguir fazé-lo ou para o outro perceber e/ou mudar. O importante é esse processo de mudança. De resolver algo que incomoda e de se ouvir, se respeitar.
Se perdoe! Se ame! Se cuide! Se respeite!
Não adianta lamentar e reclamar de alguma situação ou de alguém, quando de fato, só você é capaz de mudar, mudando sua própria atitude.
Assim como não adianta se torturar por não conseguir mudar. Comece se amando e se tratando bem. Isso já é uma grande mudança, que fará sua alma querer ser tratada assim em todas as situações.
Lembre-se que estamos todos em um eterno aprendizado. Perceba suas falhas para conseguir fazer diferente e não para autopunição.
Tenha um belo despertar!



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